segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Vida Nova...

Gratidão reluzente


Deus me presenteou com uma estrela cadente reluzente, sua passagem efêmera pousou no límpido céu iluminado e entre meus passos lentos e longos, contemplei longamente o luzir envolvente.


Por instantes a estrela no firmamento estrelado, pára ! Meus olhos entre as folhagens da árvore simula o vento, meus pés agiram mais rápidos ou em igual cadência que meu cérebro, a mente pôs a seguiu os pés, diante uma combinação de movimentos meticulosos pude sentir o encantamento estrelar. Veio o naufrago racional, jaz a racionalidade sabotava ao sensível sentido de meus humildes olhos, seria um foguete festivo? , Sinto a defesa de meus ouvidos meticulosamente respondem a minha tola descrença, revelando-me a ausência de estrondos, volto-me ao brilho reluzente da estrela cadente, e peço os meus três pedidos presentes.


Agradecer a experiência que outrora em minha tenra infância e adolescência era uma constante, seria prazeroso recorrer-me a escrita ou ao prosear em um banco defronte ao Lar humilde e simples, entretanto, repleto de alegrias, de afetos e de sabedoria, ou na cozinha ao cozer do alimento entre um e outro dedo de prosa, as imagens seriam visíveis com mais facilidade diante ao imaginário alheio.


Hoje no estágio adulto de meus trinta e quatro anos, poderia sim, permitir ao meu eu poético valsar como beija-flores no jardim repleto de tulipas, flores de lis, orquídeas, amarílis e jasmins, embriagar-me no brincar das letras-palavras, nos encontros das letras-palavras, na sonoridade de seus sons palavreando a existência do homem, agradecer entre a valsa sideral a harmonia cósmica, colorir como o arco-íris pinta o firmamento, os sonhos sidérios, contudo, se faz desnecessário, já que, a gratidão reluzente se manifesta no processo sinergético do desejo de Deus em cobrir-me de afeto eterno e fraterno.


Diante a pequenez do entendimento humano, como substancialmente expressar Deus e toda sua Natureza em laudas virgens e em palavras proferidas desprovidas de contextos-lógico-real?


Acredito que tal experiência é um ato de Deus, foi Ele quem me escolheu e acredito que outros irmãos também foram consagrados, mesmo que em espaços e realidades distintas.


Deus me presenteou com uma estrela cadente reluzente, sua passagem efêmera pousou em uma essência adormecida, luziu o sombrio e aqueceu a fonte, retroalimentou a terra e povoou a casa-Lar, despertando o menino-homem que hoje homem-menino se frustra no universo adulto gélido e turvo, de espelhos trincados e de espíritos tresloucados.


Wellington Bernardino Parreiras

Mineirim das Gerais

Primavera de 2008

25-10-2008 23:40

2 comentários:

Nana Nina disse...

Lindo... Gostei mto!
Deus está sempre nos presenteando
com algo maravilhoso ao qual ele construiu.

Wellington Bernardino Parreiras disse...

Nina, sim. gracias e boa folia. bj