terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sublunar...













Hoje me embriaguei em silêncios
Há dias palavras tolhidas


Ao meu ser desfolha

Quis ser num casulo borboleta
E num breve existir
Findar o processo no mundo interno


Rastejo no sublunar
Perco o encanto fraterno
Sinto o naufragar


Sou um beija-flor no deserto
Aprisionado em sua liberdade
Apenas vôos plenos de saudades

Descoberto pelo desafeto
Perece o puuuuuuuulllllllllllllssssssssssssaaaaaaaaaaaar
Em dias sem sublunar


Mineirim das Gerais



Primavera de 2008



23:00







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sou Sem Mim......


Sou morto!
Vivo morto!
Morto vivo!

Sem ti
Sou sem mim
Corrói


Rói
Dói


Só confio
Em ti

Desteço o fio

Em mim



Flor despida

Pétalas vazias

Fim sem vida


Alma esvai


Gélida e perdida



Qual jardim há alegria?


Onde repousa magias?


Aí noite vazia!



Mineirim de Lorena
Primavera de 2008

13:35

Vida Nova...

Gratidão reluzente


Deus me presenteou com uma estrela cadente reluzente, sua passagem efêmera pousou no límpido céu iluminado e entre meus passos lentos e longos, contemplei longamente o luzir envolvente.


Por instantes a estrela no firmamento estrelado, pára ! Meus olhos entre as folhagens da árvore simula o vento, meus pés agiram mais rápidos ou em igual cadência que meu cérebro, a mente pôs a seguiu os pés, diante uma combinação de movimentos meticulosos pude sentir o encantamento estrelar. Veio o naufrago racional, jaz a racionalidade sabotava ao sensível sentido de meus humildes olhos, seria um foguete festivo? , Sinto a defesa de meus ouvidos meticulosamente respondem a minha tola descrença, revelando-me a ausência de estrondos, volto-me ao brilho reluzente da estrela cadente, e peço os meus três pedidos presentes.


Agradecer a experiência que outrora em minha tenra infância e adolescência era uma constante, seria prazeroso recorrer-me a escrita ou ao prosear em um banco defronte ao Lar humilde e simples, entretanto, repleto de alegrias, de afetos e de sabedoria, ou na cozinha ao cozer do alimento entre um e outro dedo de prosa, as imagens seriam visíveis com mais facilidade diante ao imaginário alheio.


Hoje no estágio adulto de meus trinta e quatro anos, poderia sim, permitir ao meu eu poético valsar como beija-flores no jardim repleto de tulipas, flores de lis, orquídeas, amarílis e jasmins, embriagar-me no brincar das letras-palavras, nos encontros das letras-palavras, na sonoridade de seus sons palavreando a existência do homem, agradecer entre a valsa sideral a harmonia cósmica, colorir como o arco-íris pinta o firmamento, os sonhos sidérios, contudo, se faz desnecessário, já que, a gratidão reluzente se manifesta no processo sinergético do desejo de Deus em cobrir-me de afeto eterno e fraterno.


Diante a pequenez do entendimento humano, como substancialmente expressar Deus e toda sua Natureza em laudas virgens e em palavras proferidas desprovidas de contextos-lógico-real?


Acredito que tal experiência é um ato de Deus, foi Ele quem me escolheu e acredito que outros irmãos também foram consagrados, mesmo que em espaços e realidades distintas.


Deus me presenteou com uma estrela cadente reluzente, sua passagem efêmera pousou em uma essência adormecida, luziu o sombrio e aqueceu a fonte, retroalimentou a terra e povoou a casa-Lar, despertando o menino-homem que hoje homem-menino se frustra no universo adulto gélido e turvo, de espelhos trincados e de espíritos tresloucados.


Wellington Bernardino Parreiras

Mineirim das Gerais

Primavera de 2008

25-10-2008 23:40

domingo, 26 de outubro de 2008


“Oh! Minas Gerais”

Quanta ausência de Consciência Político-Educacional!!



Eleições 2008 – Política e Politicagens BH em maus lençóis!



“Oh! Minas Gerais” - Que políticos queres para os teus Mineiros? – “Oh! Minas Gerais” - Os teus Mineiros desconhecem às Ciências Políticas! - “Oh! Minas Gerais” - Tua essência esvai-se em meio às Politicagens e ausência de Consciência Político-Educacional! - “Oh! Minas Gerais”


Oh! Tenra Infância / Dócil Lembrança - Trem da Alegria!!!


Uni duni duni tê
Oh oh oh Salamê minguê
Oh oh oh
Ô Pulíticu colorê
Sonho Desencantado onde está você?

Uni duni duni tê...

A politicagem vai seguir viagem

E a má democracia vai pedir passagem
Na direção do meu Eu-goísmo que eu decido
Do meu Umbigo, que crio a doce paisagem

A propaganda na mídia nos levará pr'um mundo de nostalgia
Onde a realidade vai entrar na dança
E quando o cofre e bolsos se esvaziarem a dor vai imperar

Irei berrar, espernear e lembrarei dum tempo de esperança!
Eu quis saber da minha simples infância
Onde andaria meu sonho desencantado

Oh! Discurso político te dei razão
Acordado iludi meu coração

E "Co-Cidadão"- entregue-oi enlatado

Uni duni duni tê
Oh oh oh Salamê minguê
Oh oh oh

Ô Pulíticu colorê
Sonho Desencantado onde está você?
Uni duni duni tê...


Poeta Aprendiz... Poeta Rabisqueiro...

Sou um poeta aprendiz que brinca com palavras na tentativa de expressar meus sentimentos e os teus, sou um poeta rabisqueiro, rabisco poesias sem estilos. Visitem o meu blog e deixem comentários lá,já que só assim que haverá vida nesse espaço virtual...
Visitem minhas postagens no site Brasil_Wiki:

Abraços Fraternos

Mineirim das Gerais
26/10/2008
06:35

Espírito Político do Humorista Tom Cavalcante



Ausência de Consciência Político-Educacional!!


Crítica ao Humorismo Brasileiro!



Estimada Elândia,

Expresso nesta lauda minha concepção sobre as possíveis contradições do artista “Tom Cavalcante”, e minha aversão ao humorismo brasileiro, este que inviabiliza e desvencilha a capacidade e a responsabilidade de uma reflexão-político-participativo, ou seja, isenta as pessoas de atuarem na vida pública-política, suplanta a potencialidade alheia e ao mesmo tempo des-focaliza a raiz da problemática por meio de uma anedota ridícula.

Acredito e defendo que no Currículo da Escola sejam implantadas e implementadas duas essências de Utilidade Pública.

Em plena convicção critico a ausência de democracia no Brasil, posto que, convivemos com um Estado desprovido de Educação e Formação Moral e Ética de seu povo. Os resultados das eleições de 2008 nos convidam a repensar sobre que Belo Horizonte almejamos para nós e nossos descendentes.

Não questiono o papel de um ator e nem desconsidero seu talento, no entanto, como acreditar em uma pessoa que só se manifesta politicamente em um período específico na História da Política?

Quantos atores se equilibram num vaivém publicitário nos espetáculos midiáticos de nossa vexatória impressa televisiva, nos múltiplos recursos provinientes da internet?

Quantos em prol de sua sobrevivência suplantam Josés e Marias nesse vasto Brasil repleto de analfabetos políticos que em sua ignorância famigerada entregam suas vidas as referencias efêmeras que no piscar de olhos viram a casaca?

Preocupo-me com a epidemia papagaiolândia que suplanta em sua supremacia nos rincões do meu amado Brasil.

Quanta gente sem saber que existe o refletir, o decidir, o exigir, o ditar, por fim o impugnar, por isso, minha consciência em sua sensibilidade conhece que o conhecimento só é válido se for re-conhecido, é preciso sentir-se parte do que é conhecido, muitas coisas nós conhecemos, entretanto, desconhecemos por não termos o “sentimento de pertencimento de”.


Quando pertenço a algo ou a alguma coisa, eu participo em número, gênero e grau, eu vivencio e o existir se faz vivaz, se faz pleno e dinâmico.

Abraços fraternos,
http://mecanismodavidaconsciente.blogspot.com/
Wellington Bernardino Parreiras
26/10/2008
12:00

sábado, 25 de outubro de 2008

Jesus obrigaduuuuu!!!!!!!!!!!!

Esvai-se como uma adolescência febril....

Libertei-me de todo sofrimento...

hoje eu compreendo a dor que liberta!

Jesus obrigaduuuuu!!!!!!!!!!!!


Mineirim das Gerais

Primavera de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Let's Talk About Love tradução - Celine Dion

Em um dia sem mim, recorro a está bela poesia para que eu possa superar o estágio em que o vácuo é infinito.


Let's Talk About Love - Celine Dion

Em qualquer lugar que vou, todos os locais em que estive,
Cada sorriso é um novo horizonte numa terra que eu nunca tinha visto.
Existem pessoas ao redor do mundo -
Rostos diferentes, nomes diferentes,
Mas existe uma emoção real que me lembra [que]
Somos a mesma coisa:
Vamos falar sobre amor...

Do riso de uma criança até as lágrimas de um homem adulto,
Existe uma linha que corre direto através de nós todos
E nos ajuda a compreender.
Tão sutil como uma briza
Que sopra uma centelha [e transforma-a] numa chama,
Da primeira doce melodia até o último refrão...

Vamos falar sobre amor,
Vamos falar sobre nós,
Vamos falar sobre a vida,
Vamos falar sobre confiança,
Vamos falar sobre amor...

É o rei de todos que vivem e a rainha dos bons corações,
É o ás que você talvez guarde na sua manga -
Até que o nome esteja quase perdido...
Tão profundo como qualquer mar -
Com a fúria de qualquer tempestade
Mas tão gentil como uma folha que cai em qualquer manhã de outono.

Vamos falar sobre amor - é tudo que estamos precisando,
Vamos falar sobre nós - é o ar que estamos respirando,
Vamos falar sobre a vida - eu quero conhecer você,
Vamos falar sobre confiança - e eu quero te mostrar
Vamos falar sobre amor...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Carta ao jovem Lindemberg

wiki repórter
Mineirim das Gerais
Belo Horizonte-MG


Meu querido amigo Lindemberg (*),


"O indizível prazer de viver não se experimenta enquanto não começamos a encarar nossa vida como o principal dos trabalhos que devemos empreender."

Carlos Bernardo González Pecotche


Meu querido, permita que eu me apresente a você? Meu nome é Wellington, sou de Belo Horizonte, tenho hoje 34 anos e um filho de 13 anos. Faço pedagogia na Faculdade do Estado de Minas Gerais e estou desempregado no momento. Quero estar contigo no seu dia-a-dia, posso ser teu amigo?

Quero compartilhar com você algumas dificuldades que passei e que graças a Deus e a algumas pessoas boas, eu superei e ainda supero. A vida é assim, ora tudo é maravilhoso, tudo está ao nosso controle, ora tudo parece horrível. Eu disse parece horrível, meu querido, nada é pior do que acreditar que há momentos difíceis que jamais iremos superar e permitirmos a nós mesmo, reinar em nossa mente um sentimento de impotência.



Lindemberg, eu já passei fome e meus pais não sabem disso. Ao sair de casa, eu acreditei que seria capaz de superar a vida, eu não podia querer ser homem responsável pelos meus atos ainda dependendo de meus pais. Eu resolvi sair do lar deles. Se eu fosse lá e obrigasse eles a me sustentarem, não seria responsável. Eu tive que rebolar. Amo demais minha família, mas eu tinha que ter meu espaço, tinha que construir meu lar.

Morei com a mãe de meu filho por alguns anos. Quando ele nasceu, fiquei doente – ainda estou, tenho uma infecção nos membros superiores, nos ombros e cotovelos e punhos das mãos, doença que não tem cura.

Imagine você, com um bebezinho e de repente ser afastado do emprego e passar a receber uma quantia menor que o salário mínimo? Eu recebi uns R$ 600,00 em 1996 e passei a receber R$ 46,00. Eu tinha comprado de tudo para casa. Cara, fiquei desesperado, eu só encontrei uma saída: pedir que a mãe dele voltasse para a casa dos pais dela. Todos nós sofremos muito, principalmente meu querido Kevin.

Muitas mulheres não sentiram nada por mim e outras que me amaram já deixaram de amar. Não pude culpar nenhuma delas, pois não podemos obrigar o outro a gostar de nós. O que podemos e devemos é respeitar a individualidade e o desejo do outro de manifestar seus sentimentos, mesmo que os sentimentos não sejam os que gostaríamos que fossem.

Somos dotados de capacidades que auxiliam na reconstrução de nossa história de vida. Conte comigo, vamos ser amigos, a vida continua, eu sei que nem você sabe o que te levou a agir assim. Às vezes somos movidos por emoções que desconhecemos, eu te entendo. Venha e me dê às mãos, vamos superar tudo que lhe faz triste, mas para isso você deve amar a si mesmo.

Quando amamos a nós mesmos, somos capazes de vencer todas as dificuldades. Acredite em Deus e em você. Meu querido, volte para os braços de sua família, eles irão te aceitar com o mesmo carinho de quando você nasceu. Liberte sua ex-namorada, permita que ela seja sua amiga. Liberte a si mesmo. Você já viu uma estrela cadente cair do céu? Depois de fazer os três pedidos, volte a olhar para o céu e veja que novas estrelas nascem e outras permanecem no céu.

É assim a vida, vasta e infinita Acredite e seja sábio. Você irá encontrar sua nova estrela, ou quem sabe reconquistar a que você pensa que perdeu. Meu querido amigo, não somos nós que escolhemos os amigos certos e nem os companheiros no amor. É Deus que nos envia as pessoas certas.

Caríssimo irmão, a vida é somente uma, porém, seus estágios são muitos, e o que precisamos é enxergar e compreender cada etapa do viver. Para isso é preciso voltar-se para o universo das ciências, da sabedoria popular e para o encontro íntimo com o sagrado.

Ouça o que Deus te fala. Seja um homem consciente de sua consciência, consciente de como é estruturada a vida paralela, ou seja, o convívio com o outro. E se coloque no lugar do outro, não faça o que não gostaria que fizessem contigo.

Eu te espero.

Abraços fraternos!

wellbernardino@gmail.com
Wellington Bernardino Parreiras

(*) NOTA DO EDITOR - Lindemberg Alves,de 22 anos, mantém a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, como refém desta a tarde de segunda-feira, em um apartamento de Santo André (SP). .

Publicado em 16/10/2008


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Política e Politicagens... Belo Horizonte em maus lençóis!!!

Parabéns a equipe da Rádio Uni-BH.

Política e Politicagens….


O discurso é um momento livre, é a materialização do imaginário do homem, logo, são em muitos casos palavras soltas ao vento.

Caro Quintão, de falácias o povo brasileiro é perito. Ops, seria se não fosse roubado desde seus ancestrais o direito a dignidade socioeconômica e sócio-educacional.

Meu caro, não sei o que é destoante, se o seu discurso utópico ou se a realidade selvagem. O sentimento de esperança é hoje a maior ferramenta política que os políticos brasileiros se apropriam.

A Esperança é a redentora da dignidade moral e ética, é ela que suscitará um novo povo, é possível diagnosticar isso nos trabalhos de Paulo Freire, sim, seu pertencimento com a libertação de seus co-patriotas e a Teologia da Libertação de Leonardo Boff que nos retroalimentam sabiamente.

Na esperança dos objetivos, prometemos... eu prometo, tu prometes, eles prometem... promessas são afirmações solenes de alentos para dias melhores que buscamos.

Como é possível em seu discurso e dos demais, um Estado justo, saudável e auto-sustentável nos dias de hoje em que o dogma político-econômico imperializa e assola a massa?

O neo-capitalismo se restabelece na junção entre ciência e tecnologia. Pressupõe-se de que tal junção deveria promover a qualidade de vida, entretanto, ocasiona uma catástrofe ética e moral em prol de um individualismo compulsivo.

Ressignificar a desigualdade e a miséria que expande significativamente nossa Belo Horizonte é uma questão de princípios constituintes de um Estado Democrático e Social de Direito ou meramente pautado sob uma ideologia político-econômico?

Os discursos evidenciam que a miséria e os descasos com a saúde, a educação, o lazer, o trabalho digno, a moradia e outros bens essenciais a vida humana e de todo ecossistema são reparáveis e passíveis de uma existência sem exploração tanto da massa assim como dos recursos naturais.

O que nos faltam não é a vontade política, não acredito e nem gosto deste termo, penso e defendo que, o que nos faltam é vergonha e senso moral e ético, a falta de consciência moral nos põe em questão a racionalidade, está que nos destoa de outras espécies. Se respeitássemos a nossa Constituição Brasileira não tolheriamos a dignidade presente em suas laudas e principalmente na formação da Nação.

Conscientemente irei anular meu foto para o 2° turno, pois, não me resta outra opção senão registrar minha decepção e indignação política.

Uma coisa é certa, no Lacerda eu não voto não, quanto ao Quintão, ele não me transmitiu algo coerente e coeso, me parece superficial, mas, quem sabe, se em uma conversa cara a cara eu possa rever meu posicionamneto.


Atenciosamente,

Wellington Bernardino

14/10/2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A casa do lago - Uma resposta à carta Erasmo Carlos e Renato Russo

Na semana passada, no dia 06 de outubro de 2008, ao assistir uma aula de oficina de produção de texto, com a adorável profª. Daniele, na Escola Municipal Professor Hilton Rocha, a mesma em que conheci o Poeta Mirim, Caitano, tivemos como para-casa, pensarmos na carta cantada por Erasmo Carlos e Renato Russo e criarmos outra em resposta, fictícia, em resposta aos nossos sentimentos.


Sociabilizo a minha singela carta....


A carta...


Minha flor
Respondendo lhe as bem traçadas linhas de amor
A saudade que lhe roubou o céu é a mesma que me privou o sorrir
Desejo que nos perdoemos pelo mal-entendido
Nossa maneira de demonstrar afeição é diferente,
Mas o sentimento é de igual intensidade, mesmo distante


Li suas doces palavras
E a distância me violenta
Ao não satisfazer os nossos desejos imediatos
Meu bem, na vida não há mais ninguém alem de ti no meu jardim florido


Realmente tanto tempo faz,
Desde o vôo há três horas atrás
Tive a mesma certeza do paraíso
Em teu dócil olhar
Me faz sentir o ano voar
E a última chance de verdadeiramente amar


Ao me apaixonar...
Também vi em teu olhar
Que o mar ausente nas Serras de Beagá
Limitar-nos-iam o entusiasmo e barreiras a derrubar
Do teu sempre, sempre teu...
Jardineiro


Mineirm das Gerais
06/10/2008
20:00


Crie também a sua resposta, permita que teu sentimento, seja qual for, se em correspondência semelhante ou simplesmente um entusiasmo e nada mais, mas, não deixe os sentimentos declarados na carta solto ao vento.


Abraços Fraternos

sábado, 4 de outubro de 2008

Goodbye Yellow Brick Road...


Procuro o sol, que me tire do lençol, brincar no céu blue, quero ir, juro, doutro lado da vida, esquecer que um dia fui pensamento, que o passado lembra.



Goodbye Yellow Brick Road... Quero minha estrada florida por ipês amarelos, e com tijolos desenhar no passeio um passado pleno de recreio.

Don't Let the Sun Go Down on Me…

Mineirim das Gerais
04/10/2008
18:00

Silêncio das Pétalas

Silêncio...

Pousa no ar Pétalas...
Esvai entre as dunas
Pétalas por pétalas

Ó perfume celeste
Perco o vôo da libélula
O tato busca pelo teu retrato
Mãos desérticas cegam


Em reminiscências efêmeras
Montar este quebra-cabeça
É reconstituir-te divina flor
Livrar-te de toda dor

E em meio ao oásis
Coroar-te em pérolas
No escorregar do arco-íris
Deleitar em serenatas
Regidas pelo coração alado

Em meio a a lua ensolarada
Simplesmente desbravar
O belo sonhado

No bosque mágico
Um vibrante silêncio
Desabrocha...

Poetisa,


Vida!



Mineirm das Gerais
04/10/2008
03:30

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

William Shakespeare - Aprende




O que seria de mim se não tivesse a capacidade de aprender, aprendo a aprender, virtude de ser humilde.

O Espírito que em sua essência alegra-se por ser flexível, sorrir mesmo em dias de dor, dança mesmo com os membros aprisionados, dá atenção as necessídades alheias, pois, bem sabes que, não o existiria em ampla solidão.


Mineirim das Gerais

Abraços Fraternos

Mauricio Tizumba e Tambor Mineiro, lançam o CD Rosário Embolado.


Partnersnet Comunicação

Partnersnet Comunicação

O cantor, compositor e instrumentista Mauricio Tizumba, juntamente com o grupo Tambor Mineiro, lançam o CD Rosário Embolado, fruto de um convívio que já dura sete anos. O show de lançamento está marcado para o dia 3 de outubro, sexta-feira, às 22h, no Lapa Multshow, em Belo Horizonte. Convidados especiais estarão presentes, como Sérgio Pererê e Marina Machado, que farão uma participação especial no show.

Para Mauricio Tizumba o disco ficou com uma cara mais popular, com arranjos criados especialmente para o trabalho. Sobre a expectativa do show, ele avisa: “Será uma grande festa. A celebração de mais um sonho realizado”.


"Consciência Negra Recorte da Aculturação" poesia do poeta Mineirim das Gerais, enviado por Wellington Bernardino Parreiras ao site Tambor Mineiro, abre o encarte do CD Rosário Embolado.


O disco, uma mistura dos ritmos do Congado com instrumental, MPB e samba, assume uma linguagem diversificada, mas sem perder a essência, enraizada no som dos tambores. Um dos destaques é a música Noite de Chuva, feita no ritmo moçambique serra baixo, com melodias de flautas e marimbas, em parceria inédita com o grupo Uakti. Sérgio Pererê, autor da faixa título Rosário Embolado, credita a homenagem à ‘irmandade’ entre ele, Tizumba e o Tambor Mineiro.


“Há uma afetividade muito grande entre todos. A homenagem é fruto desse sentimento”, revela o artista. Marina Machado cantará a música de domínio público Uma Reza, Um Lamento. Nela, constrói-se inúmeras vozes que, junto aos tambores e patangomes do Tambor Mineiro, formam um mantra com uma roupagem bastante atual e inovadora.







Serviço:

Mauricio Tizumba e Tambor Mineiro lançam o CD Rosário Embolado
Data: 3 de outubro (sexta-feira), às 22h
Local: Lapa Multshow – Rua Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia – Belo Horizonte/MG
Valor do ingresso: R$ 10,00 antecipado (até o dia 02/10), R$ 20,00 inteira, R$ 10,00 meia-entrada válida para estudantes, menores de 21 e maiores de 60 anos
Venda: Tambor Mineiro (Rua Ituiutaba, 339, Prado) e Lapa Multshow
Informações: (31) 3241-2074

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pétalas Literárias

Pétalas de Sol
Chegastes em um instante distante em mim
Reluzindo em um abnegado jardim
Simplicidade repleta de resistência
Sabedoria e alegrias

No momento lido com a desistência

Labuto freneticamente
Em meio ao náugrafo
Mas, meus resultados vazam em um garfo

Será coincidência?

Encontrar-te benevolência
Faz meu ser sorridente
Pétalas poetisa

É uma personagem literária
Envolvida em toda minha realidade
Antes devaneio na sociedade

Desejo, ó doce solidariedade

O perfume eterno
De vossa amizade

E em meu mundo interno
Abraços fraternos


Mineirim das Gerais

02/10/2008

23:00

Ingratidão

Ó vida que se vive morta!
Ó rosa que desbota!

Quanta bosta!

Ó corpo que choras!

Ó gota d'água que nunca pára!

Ó calice que nunca trinca, nunca transborda e nunca dilacera!

Ó Aurora instantânea!
Ó ................


Quero ir embora!


Wellington Bernardino Parreiras
02/10/2008
12:00

Antes de julgares este suicídio, re-leia o contexto se tiveres peito, se tiveres compaixão de largar o umbigo e doar o pão, se fores a desistência na existência, se fores, vais sentir o gosto do fel e perder o teu céu.

Na existência lido com a desistência...

Na existência lido com a desistência...

Saudoso Renato Russo
Tuas palavras são como um urso
Soam no eco de um ser solitário

Jogado em meio ao balsamo
Despreparado para gozar as virtudes de Deus

Sei que é o saber viver
Que vai a tudo resolver

Mas nossos pais não souberam repassar o passado invertido
E hoje lido num afã sortido
Que me rouba o próprio umbigo
E priva o abrigo

Põe o ser
Um amor flamejante
No ter

Em troca de um capital
Que desconstitui o natal

Um amor flamejante
Desejo sem preço

Um amor flamejante
Com endereço

Em meu singelo peito
Quero o deleito

Ainda que seja de mim mesmo
Um amor flamejante

Alça vôo sideral
Para além carnaval

Mineirm das Gerais
02/10/2008
09:30


Ao ouvri Renato Russo, sonorisando o existir, criei coragem de expelir o sentir que se iniciou em meu banho contemplativo, momento em que permito o Sagrado purificar-me com sua água celeste.

Eis aí, mais um pedaço de mim, aberto a re-leituras.

Namastê!

Abraços Fraterno!

Sentimentos de ausência-presença!


Namastê!


Hoje resolvi relatar o que em silêncio reservo em um cofre íntimo, não sei o que quero dizer, talvez saiba, todavia, em respeito ao meu mecanismo de defesa, permaneço neste estágio de existir em um sentir-não-sentir, saber-não-saber, talvez seja mesmo uma questão de desbravar o que é mister em mim mesmo.



Com meus 34 anos e um adorável filho de 13 anos, Kevin, é que agora que me dei conta de que a vida é o que deve acontecer, por isso, agora irei explorar os espaços do existir, serei eu mesmo, não mais me interessa as delimitaçãos da estratificação social, abaixo o ato ignóbil dos desumanos, gozarei o que a mim é sentido em plenitude, não mais aprisionarei a mim mesmo.

Carpe Diem...

Em sociedade dos poetas mortos, eu apreendi que a vida é a realização satisfatória do ser, e isso é um resultado fomentado pela junção de sentidos e sentimentos peculiares a cada pessoa, não é de suma importãncia copiar o outro-social, não é preciso dançar com o movimento alheio quado se pode valsar com seus movimentos ímpares e o mais importante, há lugar para todas as paixões do ser de todos os seres, e isso quer dizer que, homogenizar e permitir homogenizar-se é uma absoluta inverdade, é um espertalhão que rouba-lhe o Espírito.

Carpe Diem...

É a liberdade de ser sendo e é um querer querido em desprendimento esgoísta, é ser moral e ético, é um permitir que o outro seja o que quer se. Em sua essência o cidadão carpe dieminiano é um Espírito elevado, ele respeita a si e ao outro e jamais deseja que o outro seja infeliz, o cidadão carpe dieminiano em teu ser valoriza todas as ciências que promovam a vida plena e não permite a falta de responsabilidade social.

O cidadão carpe dieminiano não é um amoral e irresponsável, ele é o pássaro que valsa em todos os jardins semeando e nutrindo-se meticulosamente das virtudes do Supremo em sua Casa-Lar, Terra.

Abraços Fraternos,

Mineirim das Gerais
02/10/2008
06:30

Homenagem ao Poeta Mirim, Caitano!

Poeta Mirim

Quando criança
Rabiscava umas poesias
Vivia de fantasias

Todas pintadas com esperança




Foto: Wellington pequenino

Do mundo da lua

Eu coloria as ruas

Das lágrimas da amiga
Fazia uma chuva bonita


Do silêncio de Papai
Puxava sua barba e saia um aiai

Logo nascia gargalhadas coloridas


Quando mamãe entristecia

No entardecer de seu dia

Eu desenhava alegrias


Mineirim das Gerais

01/10/2008
20: 30

No dia 01/10 de 2008 ao entrar em sala de aula da turma de alunos da EJA da Escola Municipal Hilton Rocha, está que, diga-se de passagem exemplar. eu conheci um menino que se chama Breno Marciel Gomes Caitano.

Meu querido Caitano, dialogamos poeticamente e cada qual em sua carteira a poetizar, diante de mim um menino semelhante a mim pequenino.

Seguinda a ordem dos acontencimentos, eu briquei com ele e disse que a bela caneta que estava em suas mãos, era feita para poetas e poetisas, disse também e mostrei a ele, minha adorável amiga e poetisa Clarice Gouveia, que estava no seu afã de Mestranda.

Agora sim, diante de mim um menino semelhante a mim pequenino, veio-me a inspiração e carinhosamente aprendia a fazer poeminhas para criança, se melhor convir, pré-adolescente, assim seja, pois para mim ter menos de dezoito anos é ser ainda criança, principalmente se houver ingenuidade na essência .

Ficamos acanhados, o Caitano não me mostrou as poesias que ele criou e nem eu o pedir para ver, já que não quis causar a impressão de obrigação, eu quis apenas provocar a inspiração já pré-existente neste belo Caitano.

Caitano, teu nome é sonoro e dará um poema musical, espero que juntos o rabiscamos nas páginas da vida intertextual de nossa breve e bela existência.

Abraços Fraternos em seu dócil Serzinho poético.

Axé!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Brasil Wiki! Seja um repórte cidadão!

Meus queridos e queridas,

O site http://www.brasilwiki.com.br/index.php é um espaço plenamente democrático e universal, agora só falta vocês serem um repórte cidadão.

Obs. Há publicações minhas lá também.

Abraços fraternos,

Wellington Bernardino

Ipê florido – Eletricidade Humana


Ipê a serviço da Eletricidade Humana...

É o homem mais uma vez se apropriando indevidamente da vida alheia que muito lhe diz respeita...

Eita homem besta, finge ser sábio...
E faz papel de otário...


Eita homem sem beleza....
Des-enfeita a Natureza...


Em prol de uma paisagem sem essência....


Eita homem ignóbil...


Sua resposta a sobrevivência é um nó repleto de nós.....

Ó Ipê florido....Sei que tens sofrido, mesmo som substancial colorido.....

O pior que o homem sensato é ínfimo sozinho, com és tu em meio ao complexo capitalismo...

Mas querido Ipê florido, o homem ínfimo não sabes que és mais forte que uma rocha quando somos unidos....

Dócil Ipê florido, conte com o meu grito...

Que grifo nas linhas que transpõe meu singelo sentimento...

Pelo vosso alento....

Mineirim das Gerais


01/10/2008


14:35


Em solidariedade a fotografia de Lorena Lee


http://www.brasilwiki.com.br/foto.php?id_foto=1684&id_galeria=3


Publicado em 30/09/2008 pelo(a) wiki repórter Lorena Lee , São Paulo-SP
Mesmo explorado e podado pela companhia de energia elétrica, o pobre Ipê ainda se esforça para dar lindas flores e enfeitar com sua beleza a triste paisagem dos homens.
Foto: web



O peso da idade....Uma imagem sensível!

Sobre a Lei do esforço....


Há retorno que exija mais esforço que outro?

A mesma força que desempenha o pedinte é a mesma que desempenha o Gari?

A mesma força que desempenha o Lavrado é a mesma que Rouba o político insensato?

A mesma força que desempenha o suicida é a mesma que faz gerir uma criança?

A mesma força que desempenha o Adolescente Infrator é a mesma que umedece o semblante de um Ancião?

A mesma força que desempenha vivacidade da Natureza é a mesma que desempenha o suposto ser racional a gerir Disparidade e morte?

A mesma força que desempenha o faz Solidariamente movimentar a Flora e a Fauna é a mesma desempenha a Discórdia Humana?

A mesma força que desempenha o Belo da Criança, da jovem moça, da mulher e da Anciã....

É a mesma que desempenha os olhos de quem a vê em sua docilidade, vívida existência, alegria e o mesmo sorrir-arco-íris?


Que Deus seja sempre generoso a dócil senhora e a quem sensivelmente abstraira tal verdade demasiadamente humana e Sagrada.

Reflito sobre os discursos positivistas que nos co,ocam como melhores e piores, se fez recebe, se não fez não recebe - meritocracia -.

E o que ocorre quando uma pessoa faz e refaz seus trajetos e não obtem uma ínfima resposta aos seus esforços e acaba sendo considerado um mequetrefe e um derrotado?

A pessoa convive com uma verdade perversa e sua dignidade se suplanta pela mediocridade dos ditos cidadãos plenos de uma sociedade qualquer.

Mineirm das Gerais
01/10/2008
13:15


Publicado em 16/09/2008 pelo(a) wiki repórter Marrash Dilek , Rio de Janeiro-RJ

Um exemplo para muita gente jovem e cheia de saúde, porém, dominada pela preguiça.
Foto: web

Nudez Poética...

Em respeito as mulheres não adicionei a foto isnpiradora, embora, para mim a beleza é contemplativa naturalmente, avalio a imagem em suas imagens, avaliei a pureza e o irromper da normativa racional, a ousadia de ser o que queres ser, de alçar vôos sem ferir ao semelhante e por aí segue o refletir.

Caso queiram conferir a imagem, não há nada de profano e menos ainda demoniáco, há simplesmente o Ser.

É só clicar no site abaixo.

http://www.brasilwiki.com.br/foto.php?id_foto=1691&id_galeria=19


Nudez Poética...

Imagino a geografia....
E suplico a Deus...
Libere o a consciência moral?
Quero o sentir dócil da imagem Natural...
Desejo a beleza virgem, primitiva...
Quero o civilizado...


Des-enclausurado...
Quero o retrato....
Quero o contato...
Quero o Espírito livre...
Quero apreciar o que é coberto pela falsa moral...


Quero o Ser repleto...
Quero a essência que encontra-se recalcada....
Quero des-silenciar a fala...
Quero dês-antolhar os olhos...
E deleitar naturalmente....

Mineirim das Gerais

01/10/ 2008 - 12:28

Qual é a maior dor?

Poetisa Clarice Gouveia,

Adentro em sua dor, ao menos no que a fez lançar ao universo sua dor interrogativa.

Qual é a maior dor?

A maior dor que se sente é a mesma que lhe priva de ressignificar tua dócil essência!










A maior dor é a que se dói doída
Ela surege seja noite ou dia
Ao ser escravisa

Ao Espírito mestifica

A Alma é tolhida


A maior dor, aquela que se é doída

Não avisa, simplesmente aterroriza

Des-alimenta, desalenta


A dor dói doidamente

Não há quem aguente

Não entendo porque dói a mente


A a maior dor...
É agente que a vívifica e sente

Ora ínfima aos olhos alheios

Mas imensurável nos gemidos dos que a sentem

A maior dor segue os trilhos

Desconserta os risos

Tolhe os desejos

E nos prostas os joelhos


A maior dor é somente dor

Tão dolente quanto uma dor pequena

Diante nossa alma que lamenta


Por estar na mente a dor que se sente
O homem des-sente a lembrança que outrora era dolente

Por isso a maior dor é sempre a que se sente

Não importas as outras maiores que sentiras, mesmo que recente.


Pára o instante de referir-me a dor dolente






Pois sem fim ela segue em frente
E não há espaços nem mesmo virtual que a satisfaz


Em silêncio e solitário parto
E levo presente a maior dor que ressente


No vácuo de lhe sentir ausente...

Ausente em ti mesma,
Ausente no sorrir arco-íris,

Ausente no valsar do beija-flor
Ausente nas vibrações das pétalas que silenciam o chamado inoscente,
Fruto do verbo amor

Que desabrocha em meio a dor

A maior dor que se sente é a mesma que lhe priva de ressignificar tua dócil essência


Abraços fratenos em seu dócil Ser!


Mineirm das Gerais
01/10/2008 09:40

1 de Outubro de 2008 09:59







"Se eu pudesse viver minha vida novamente..."

Publicado em 10/04/2007
wiki repórter
Mineirim das Gerais
Belo Horizonte-MG
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=933

"Se eu pudesse viver minha vida novamente...", de Rubem Alves.


Consubstancialmente a vida se vivida novamente sobre o mesmo prisma há de se reproduzir os mesmos resultados de outrora.

Se partirmos do pressuposto da díspare probabilidade vívida na variabilidade do reflexo contido em cada ato vivenciado, nos é provável como resultante a lei universal e inexorável da ação e reação.

Desdenhar o efeito mister, é o mesmo que imaginar um universo pleno, ao qual sua constituição se baseia na excelência tecnológica que permeia na coetaneidade, logo tudo o que consideravelmente era passível da imprevisibilidade, se faz programado, pronto e acabado.

Projetar-se ancestralmente sem considerar a imutabilidade do meio-presente, nos coloca questões físicas-psíquicas-espirituais, não somente invariáveis entre sis em quaisquer estágio evolutivo da formação humana, melhor da condição-humana.

Pensar o homo-sapiens na proposição sapiens-sapiens é substancialmente apreender a organização constitutiva em sua condição-humana. O objeto se faz subjetivo a si mesmo, pode-se compreender sua complexidade ante ao mais novo tempo, psíquico-físico-espiritual, com isso tem-se sua gênese transfigurada em homo-sapiens-sapiens-tecnológico.

O espiritus-humonus há muito desvencilha e atenua-se ante a´lma, sua languidez impossibilita o desejo pleno e vivaz em nossos corações, o Sagrado destitui-se e toda Natureza do Sagrado germinado em nós, é suplantado por um pensar errôneo, um pensar condicionado a suprimir o Espírito da vida.

Respeitosamente, exponho minha percepção após ler o vosso livro “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”, talvez venha à possibilidade remota de ainda não ter tido os frutos esperados, a caminhada não tangenciou o marco zero do alvorecer, melhor do renascer do Espírito-adulto-menino.

Creio que não terei dificuldades em reconhecer o nascer-de- novo em um estágio-último da vida, a velhice, uma vez que, para mim, ser criança é poetizar a vida, gozar na barba do Sagrado, ou puxar a saia da magnânima Natureza do Sagrado, e sentir sua feminilidade, é correr pelas ruas sem pinche e ter a garganta seca com o gosto virgem da terra, e comer o feijão e o angu carinhoso de uma tia-mãe-vó no interior de Minas, é ver a noite refletir em seu céu estrelado um amanhã eterno.

O respeito não apenas pelos Títulos Intelectuais conquistados, o respeito principalmente pelo fato de reviver a criancinha messiânica, pelo valsar da borboleta no jardim de flor de lis, amarílis, margaridas, cravos, tulipas, copo de leite e pelo escorregar de um belo beija-flor no arco-íris de Minas.

Abraços fraternos,

Wellington Bernardino Parreiras


Mineirim das Gerais

27/12/2006