sexta-feira, 6 de abril de 2012

A mulher... Valsa sobre o verbo do amor




A mulher... Valsa sobre o verbo do amor













A mulher que toca, chora
Quando esvai o sonho eterno do agora
Nas entrelinhas áridas, acinzentam-se sentimentos frutíferos
Quando se faz o amor efêmero

A mulher que aflora, solta soluços não curtos
Quando os pés sutis sentem gélidos
A seca do plantio
Que petrifica o sentir puro

A mulher só, o vazio melhora
Ressignifica o tempo de outrora
Em meio às lágrimas

A mulher rima
Dor com gotas de poesias
Com sua majestosa magia

Mineirim das Gerais
04/04/2012
00:04

2 comentários:

marismar borem disse...

A mulher ancoradouro de viveres, vai e volta em paragens de seus amores,
seus filhos, seus netos, suas contemplações,
não importa quanto custa amar...

adorei seu poema....

Wellington Bernardino Parreiras disse...

Marismar Borém Borém,
Entre as paragens repouso meu singelo olhar na esperança de descobrir um novo modo de o verbo amar não custar contemplações vãs... Sinto o feminino como uma fonte de luz que reluz a existência, ainda que sob árida fé do masculino que a completa.

Estou muito feliz com seu elogio com notas poéticas.... Muito obrigado!

Abraços fraternos,

Mineirim das Gerais
24/04/2012
00:53