quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Gisbranco - Domingo no Museu - Belo Horizonte

DUO GISBRANCO

Piano, voz e criatividade em “Flor de Abril”, no Museu de Arte da Pampulha



O próximo show do projeto Domingo no Museu será um exercício de delicadeza. No domingo, dia 4 de setembro, às 11 horas, o Museu de Arte da Pampulha recebe o Duo Gisbranco para o show de lançamento do segundo disco, “Flor de Abril”, que marca o início da carreira internacional da dupla de pianistas, formada por Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco.

O projeto é uma realização da Veredas Produções e conta com o patrocínio da Tecnocal através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, sempre com o objetivo de apresentar boa música ao público que passou a utilizar cada vez mais o Museu como espaço de lazer e cultura.

Os ingressos custam R$ 10,00 e podem ser comprados no Museu e na loja Acústica CD´s a partir do dia 28/8, com a renda revertida para a conservação do Museu. Virtuosismo com consequência e arranjos inspirados são marcas registradas das duas instrumentistas, que após a serie de shows no Brasil parte para sua primeira turnê internacional, que terá apresentações em Amsterdam, Paris, Istambul e Zurique, em outubro de 2011.

No disco “Flor de Abril”, Bianca e Claudia ainda trazem verve e talento para a composição e para o canto. O disco traz 6 obras autorais, com destaque para “Sabiá e Beija-Flor”, letra e música de Bianca Gismonti, e “Serra do Céu”, música de Claudia Castelo Branco e letra de Marcos Campello. Bianca e Claudia mostram que além de pianistas e arranjadoras virtuoses, são donas de vozes belas e afinadas. Completam o repertório do CD músicas de Chico César, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Baden Powell e Villa-Lobos. Parte desse repertório foi destaque na apresentação do Gisbranco em janeiro/2011 na maior feira de negócios da indústria fonográfica, o MIDEM (Cannes/França). O disco traz ainda as participações de Chico César, Carlos Malta e Robertinho Silva.


Com um repertório único para dois pianos, o Gisbranco desenvolve um trabalho inovador, explorando ao máximo a sonoridade do instrumento, resultando em uma linguagem singular e pessoal. Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco integram a nova geração de artistas que renovam o cenário musical brasileiro com criatividade e bom gosto.


O show já passou pelo Rio, na Sala Baden Powell, pelo Tetro Municipal de Niterói e, antes da apresentação no MAP, a dupla estará no Auditório Ibirapuera no dia 28 de agosto. A turnê internacional começa no dia 2 de outubro, no prestigiado Concertgebouw, de Amsterdam e segue para Paris nos dias 05 e 06/10 no Duc des Lombards, e depois para Istambul (16/10) e Zurique (24 e 25/10).

Domingo no Museu

· Duo Gisbranço – lançamento do CD “Flor de Abril”

· Local: Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16585)

· Data: dia 4 de setembro- domingo

· Horário: 11 horas

· Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada)

· Ingressos a venda no Museu e na loja Acústica CD´s – Rua Fernandes Tourinho nº 300.

· Informações: 3277 7996

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

duas duas

duas

duas

Somos duas, Ana Cristina: você, o reverso de mim. E, no entanto, tão minha: minha Ana Cristina funda e aflita e feita de morte. Ou seria eu a morte que desde pequena passeia por todos os poros e bafeja um desejo infinito de definhar ou descansar? Descansar, Ana Cristina. Porque foi cansativo nascer: tão cansativo que eu pensei que não suportaria um dia a mais. E então me puseram um vestido cor-de-rosa bonito e todo feito de delicadeza e eu pensei que para sempre minha voz teria que ter a finura daquele violino triste que ouvimos juntas naquela tarde. E foi essa meiguice, Aninha, exatamente essa meiguice que esmagou para sempre o meu coração: sabe o que acontece quando um coração cresce esmagado? Ele jamais desata. Jamais desata, Ana Cristina. Jamais desata de si mesmo: prende-se ao eu-embaraçado em si e acredita-se a única verdade do mundo. Então, espanta-se diante da morte. Diante de Ana Cristina morte funda e aflita: Ana Cristina e sua voz grave: Ana Cristina e o abismo. Você e o meu abismo. Você é o meu abismo. E eu me apaixono a cada dia pelo abismo e pela gravidade potente de sua voz: voce trajava preto enquanto eu era toda feita de babados cor-de-céu e cintilava feito fada. Mas sempre ferida. E, você sabe – porque você sabe de tudo: quem não grita, um dia grita. E, quando grita, grita para si mesma: arranha-se e fere-se com toda a vontade do mundo. E deixa tudo sangrar tanto, tanto, que já não sabe de quem é a culpa. Então eu pego a culpa. Engulo. E passo para a próxima. Por isso eu preciso de você, Ana Cristina: eu preciso de você, a outra. Você: a morte. Você: a vida em pulsação infinita. Você, que nunca vai ser mãe e que, no entanto, pariu meus dedos tortos e loucos – meus dedos que sabem tecer alegrias nas letras e no amor. Quando sabem do amor. Ana Cristina, eu fiz uma promessa. Várias. Mas deus me abandonou sozinha num canto dizendo que eu orava a uma deusa louca – dessas que empunham bandeiras pesadas. E eu descobri que era para você a minha prece. Ana Cristina: meu Cristo. Que não se desfaz triste na cruz, mas voa. Em fúria, amor e volúpia. Com aquela pontada de ternura que afunda em mim.


Diz que era mentira, Ana Cristina. Aquela coisa de que o coração fica esmagado para sempre.

Jardim


Jardim


Quis traçar nas entrelinhas sentimentos lindos

Colorir laudas brancas com seu encantador sorriso


Mas...


A causa sublime esvai

Quando encontro-me distante de ti


No ir colho o fluir

Pétalas-asas


Aconchegado pelo Jardim

Toco clarins


Pouso

Entre flores

Verbo dos amores


Mineirim das Gerais

31/08/2011

01:32

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Onde pousou o viver

Luiza Maciel Nogueira

Onde pousou o viver


O pôr-do-sol dessa distância

Reflete sua triste ausência

Com tão presença


E não há nada que eu possa fazer

Para um novo dia alvorecer

Não posso sem você


Querida, meu amor

Preserva a flor

Intacta no livro de poesias


Entre distancias

Perece a esperança

E eu não quero sofrer

Com dois antigos quereres


Querida, nosso amor

Não se esvai

Sinta, aí!


Irrompe a neblina

Atenue a distancia

Remate a dor


Lembranças sem presenças

Não servem para nada

Além de causar o sofrer

Onde pousou o viver


Querida ainda pode querer

Unir

As cores do arco-íris

Com os perfumes do jardim

Contidos em mim


Mineirim das Gerais

15/08/2011

17:26

Oração para superar passados ancorados no presente

Oração para superar passados ancorados no presente

Que o tom do Dom seja sempre vivaz em teu Espírito para que suplantes os desvios que lhe assaltam o futuro e para que sejas lapidados os passados ancoras em seu presente.

Que sua oração seja fonte de liberdade entre tantos nós que enfraquecem tua voz de alçar o universo com tão sutis e belas notas de sua alegria interiorana.

Ave seja sempre fonte plena de Luz, Paciência e Fé.

Abraços fraternos,
Wellington
14/08/2011?

sábado, 13 de agosto de 2011

Deus em Eu´s

Que dentre nossas máscaras constituímos uma persona versátil, solidária e sensível às faces ocultas de nossas ancestralidades presentes em nossas consciências psíquica e social.

Que um novo homem renasça

Que um novo esperançar se faça


Que o devir

Brilhe


Tão sublime

Quão o segredo de D'eus


Confiados por Deus

Em tantos semelhantes eu´s


Mineirim das Gerais
13/08/2011
20:39

http://www.youtube.com/watch?v=8dP4_lp5mOM&feature=player_embedded#at=36

Hey, That's No Way To Say Goodbye

Ao ouvir Hey, That's No Way To Say Goodbye de Renato Russo, brotou uma poesia.


O beijo suave se fez pétala em teus lindos lábios
Hoje distante dos risos
Miro o rio

Cá
Restou-me apenas o brilho
Quando rio

Lá
Os teus beijos
Colorem pétalas

Em instantes em que choro
As dores dos espinhos
Tidos

Hey, That's No Way To Say Goodbye

Mineirim das Gerais
13/08/2011
18:45